Projeto SASC para Posto de Combustível: o que é, quem elabora e por que o croqui do instalador não serve
"Croqui não é projeto." Essa frase foi dita ao vivo por um engenheiro civil ao ver pela primeira vez um projeto SASC real de um posto de combustível — depois de anos atuando no setor e nunca ter visto esse documento completo.
A diferença entre o croqui do instalador e o Projeto SASC não é apenas técnica. Portanto, é a diferença entre um desenho que orienta quem vai instalar — e um conjunto de pranchas técnicas que serve para aprovação em órgão ambiental, registro na ANP e responsabilização legal do engenheiro responsável.
Este artigo explica o que é o projeto SASC, por que ele é insubstituível no processo de montagem de posto, quem pode elaborá-lo e quando ele precisa estar pronto.

O que é o projeto SASC de um posto de combustível
O SASC — Sistema de Abastecimento de Combustível — é o projeto técnico que define como o combustível entra no posto, como é armazenado nos tanques subterrâneos e como é distribuído até as bombas abastecedoras. Portanto, ele não é apenas um desenho. É o documento técnico central que orienta a instalação, garante a conformidade regulatória e define a responsabilidade legal sobre o sistema.
O projeto SASC é exigido em dois momentos críticos do processo regulatório. Primeiro, pelo órgão ambiental para emissão da Licença de Instalação. Segundo, pela ANP para emissão do Registro de Revendedor Varejista. Sendo assim, sem SASC aprovado e com ART, nenhum dos dois documentos é emitido.
Além disso, o SASC precisa ser mantido atualizado durante toda a execução da obra. Portanto, qualquer modificação no sistema — troca de equipamento, alteração de posicionamento de bomba, mudança de especificação de tubulação — precisa ser documentada e registrada no projeto.
Por que o croqui do instalador não substitui o projeto SASC
O instalador de bombas entrega um croqui. É um esquema para orientar sua própria execução. Ele serve para o instalador — não para os órgãos regulatórios. Portanto, apresentá-lo no lugar do SASC em qualquer processo regulatório resulta em glosa imediata.
Croqui do Instalador
- Esquema simplificado de conexões
- Sem cotas dimensionais completas
- Sem referência normativa de materiais
- Sem compatibilização com outros projetos
- Sem ART de responsável técnico
- Não é aceito pela ANP
- Não é aceito pelo órgão ambiental
Projeto SASC Completo
- Pranchas técnicas com normas e cotas
- Especificação de materiais com referência ABNT
- Compatibilizado com elétrico e hidráulico
- Sistema de monitoramento especificado
- ART assinada por engenheiro habilitado
- Aceito pela ANP para registro
- Aceito pelo órgão ambiental para LI
Em um projeto acompanhado tecnicamente, o empreendedor havia contratado o instalador de bombas para elaborar o "projeto do sistema". O instalador entregou um croqui em uma folha A4 com o esquema das conexões. Ao apresentar o documento ao órgão ambiental para solicitação da Licença de Instalação, o processo foi rejeitado na triagem. O engenheiro de campo precisou elaborar o Projeto SASC completo do zero — com todas as pranchas, especificações e compatibilização exigidas. O prazo adicional para elaboração e aprovação: 11 semanas. Esse tempo e custo eram inteiramente evitáveis.
O que o projeto SASC precisa conter
Um projeto SASC completo é um conjunto de documentos técnicos — não uma única folha. Portanto, sua extensão e complexidade são proporcionais ao porte e à configuração do posto. Além disso, ele precisa estar compatibilizado com todos os demais projetos do empreendimento.
- Planta de implantação do sistema de abastecimento — posicionamento de tanques, bombas, tubulações e caixas de inspeção em relação à edificação e ao terreno
- Detalhamento de tanques subterrâneos — especificação de material, capacidade, proteção catódica e acessórios
- Detalhamento de tubulações — traçado, diâmetros, materiais, conexões e válvulas conforme norma
- Detalhamento das bombas abastecedoras — especificação técnica, posicionamento e conexões ao sistema
- Sistema de monitoramento de vazamento — poços de monitoramento, sensores e central de controle
- Sistema de recuperação de vapores — quando exigido pela ABNT NBR 14605 e legislação estadual aplicável
- Compatibilização com projeto elétrico — aterramento, proteção contra faísca e alimentação das bombas
- Memorial descritivo técnico — justificativas de escolha de materiais e sistemas
- ART — Anotação de Responsabilidade Técnica — assinada pelo engenheiro responsável pelo projeto
Quem pode elaborar o projeto SASC de um posto de combustível
O projeto SASC deve ser elaborado por engenheiro civil, mecânico ou de petróleo com habilitação no CREA e emissão de ART específica para o serviço. Portanto, a responsabilidade técnica pelo projeto é civil e penal — e precisa estar formalmente assumida pelo profissional.
No entanto, muitos instaladores de bombas oferecem o "projeto" como parte do serviço de instalação. Sendo assim, é fundamental verificar se o profissional tem habilitação técnica para assinar o SASC — e não apenas para instalar o equipamento. Além disso, a ART precisa ser específica para elaboração do Projeto SASC — não uma ART genérica de "projetos e instalações".
Normas técnicas que regulamentam o projeto SASC
O projeto SASC precisa seguir um conjunto de normas técnicas e resoluções regulatórias. Portanto, o profissional responsável pela elaboração precisa conhecer e aplicar todas elas de forma integrada.
Normas e Resoluções Aplicáveis
- ABNT NBR 16764:2022 — Instalação e diretrizes de projeto do SASC (norma principal vigente)
- ABNT NBR 13786:2019 — Seleção dos componentes do sistema: tanques, tubulações e válvulas
- ABNT NBR 13784:2019 — Detecção de vazamentos e monitoramento do SASC
- ABNT NBR 14605 (todas as partes) — Sistema de drenagem oleosa (SDO e CSAO)
- Resolução CONAMA 273/2000 — Licenciamento ambiental e diretrizes legais para postos de combustível
- Resoluções ANP — Regulamentação da atividade de revenda varejista de combustível
Quando o projeto SASC precisa estar pronto no cronograma do posto
O projeto SASC precisa estar completo, aprovado e com ART antes da solicitação da Licença de Instalação. Portanto, ele deve ser elaborado antes de qualquer compra de equipamento de combustível — porque os equipamentos precisam ser especificados e compatibilizados no projeto antes de serem adquiridos.
Além disso, o SASC precisa ser mantido atualizado ao longo de toda a execução da obra. Sendo assim, qualquer modificação no sistema durante a construção — troca de bomba, alteração de posicionamento de tanque, mudança de especificação de tubulação — precisa ser incorporada ao projeto antes da vistoria para emissão da Licença de Operação e do registro na ANP.
Portanto, a sequência correta é: elaborar o SASC → compatibilizar com os demais projetos → apresentar ao órgão ambiental para LI → executar a obra conforme o projeto → manter o SASC atualizado → apresentar à ANP para registro.
A Ferrari Soluções elabora o projeto SASC integrado a todos os demais projetos técnicos do posto — garantindo compatibilização e evitando inconsistências que geram retrabalho e bloqueio nos órgãos regulatórios.
Quero o projeto SASC do meu posto →Perguntas Frequentes — Projeto SASC para Posto de Combustível
O que é o projeto SASC de um posto de combustível e para que ele serve?
O Projeto SASC — Sistema de Abastecimento de Combustível — é o conjunto de documentos técnicos que define como o combustível entra no posto, como é armazenado nos tanques subterrâneos e como é distribuído até as bombas abastecedoras. Ele inclui pranchas técnicas com posicionamento e detalhamento de tanques, tubulações, válvulas e bombas; especificação de materiais conforme normas ABNT; projeto do sistema de monitoramento de vazamento; compatibilização com os projetos elétrico e hidráulico; memorial descritivo e ART assinada por engenheiro habilitado. O SASC serve para dois fins regulatórios: é exigido pelo órgão ambiental para emissão da Licença de Instalação e pela ANP para emissão do Registro de Revendedor Varejista. Portanto, sem SASC aprovado e com ART, nenhum dos dois documentos pode ser emitido — e o posto não pode abrir.
Por que o croqui do instalador de bombas não substitui o projeto SASC?
O croqui do instalador é um esquema simplificado elaborado para orientar a execução das conexões do sistema. Ele cumpre sua função para o instalador — mas não tem validade regulatória. O croqui não contém cotas dimensionais completas, não especifica materiais com referência normativa ABNT, não tem compatibilização com os projetos elétrico e hidráulico do posto, não tem ART de engenheiro responsável e não é aceito pela ANP nem pelo órgão ambiental. Portanto, apresentar o croqui no lugar do SASC em qualquer processo regulatório resulta em glosa imediata — o processo não avança até que o projeto completo seja apresentado. Além disso, o custo de elaborar o SASC depois do processo rejeitado é maior do que o de tê-lo elaborado corretamente desde o início — pois adiciona prazo e honorários de regularização.
Quem pode elaborar o projeto SASC de um posto de combustível?
O projeto SASC deve ser elaborado por engenheiro civil, mecânico ou de petróleo com habilitação ativa no CREA e emissão de ART específica para o serviço de elaboração do projeto. A responsabilidade técnica pelo projeto é civil e penal — e precisa estar formalmente assumida pelo profissional por meio da ART. Portanto, profissionais que não assinam ART ou que assinam ART genérica de "projetos e instalações" sem especificação do serviço não estão assumindo responsabilidade técnica adequada. Isso expõe o empreendedor em caso de autuação pelo órgão regulador ou de acidente envolvendo o sistema de abastecimento. Além disso, é importante verificar se o instalador de bombas tem habilitação técnica para assinar o SASC — não apenas para instalar o equipamento, pois as duas atividades exigem habilitações distintas.
Quando o projeto SASC precisa estar pronto no cronograma do posto de combustível?
O projeto SASC precisa estar completo, aprovado e com ART antes da solicitação da Licença de Instalação junto ao órgão ambiental. Portanto, ele deve ser elaborado antes de qualquer compra de equipamento de combustível — porque os equipamentos precisam ser especificados e compatibilizados no projeto antes de serem adquiridos. Comprar tanques ou bombas antes do SASC estar definido pode gerar incompatibilidade entre o equipamento adquirido e o projeto aprovado. Além disso, o SASC precisa ser mantido atualizado ao longo de toda a execução da obra. Sendo assim, qualquer modificação no sistema durante a construção precisa ser incorporada ao projeto antes da vistoria para Licença de Operação e registro na ANP. Portanto, o SASC não é um documento que se elabora uma vez e esquece — é um documento vivo que acompanha toda a execução.
Quais normas técnicas regulamentam o projeto SASC de um posto de combustível?
O projeto SASC segue as normas ABNT vigentes, aplicadas de forma integrada. A norma principal é a ABNT NBR 16764:2022, que estabelece as diretrizes de instalação e projeto do SASC. A ABNT NBR 13786:2019 regulamenta a seleção dos componentes do sistema — tanques, tubulações e válvulas. A ABNT NBR 13784:2019 trata da detecção de vazamentos e do monitoramento do SASC. A ABNT NBR 14605, em todas as suas partes, regula o sistema de drenagem oleosa (SDO e CSAO). A Resolução CONAMA 273/2000 estabelece as diretrizes de licenciamento ambiental para postos de combustível. As Resoluções da ANP complementam o conjunto regulatório da atividade de revenda varejista. Portanto, o profissional responsável pela elaboração do SASC precisa conhecer e aplicar todas essas referências de forma integrada e atualizada.
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